A forma do Mundo
Gostava de me ter apercebido antes que ter um pensamento positivo, saber ignorar palermices sem me deixar ir abaixo, pensar bem de mim mesmo quando uma voz interna e persistente me apresenta uma interpretacao mais negativa da realidade, que todos estes sao requisitos fundamentais para a vida e o trabalho. Sinto-me mal equipada. Investi tanto no meu inteleto, nos meus valores, num cardapio de formas para comunicar, e faltou-me conquistar esta forca interna!
Afinal alguns desses investimentos foram em vao para o mundo em que me encontro. A auto-confianca (excessiva?) triunfa sempre sobre os valores, a profundidade, as formas de comunicar. A estrategia financeira sempre, sempre sobre o valor intrinseco do que se faz. Nao sei onde encontrei esta tabua, mas agarro-me a ela com forca: eles e que estao errados. Nao de uma forma arrogante ou delisgada dos outros (do estilo "Os bons vi sempre passar/No Mundo graves tormentos..."), mas como uma pequena ilha da tal auto-confianca que me escapa. Como um manifesto contra a tentacao de me cobrir com roupas, motivacoes, valores, artimanhas que nao sao minhas.
Vou buscar energia a essa conviccao. Sou solida, nao liquida - nao me moldo eu a forma do Mundo. Vou ao forno como sou e sai um bolo... delicioso.
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